O Desembargador Malheiros participou da primeira reunião que fizemos em nossa casa, no dia 30/10/2012, quando aventamos pela primeira vez a possibilidade de instituirmos uma organização dedicada ao trabalho social.
Eu era juíza na ativa e o convidei por acompanhar a sua trajetória e saber das suas lutas na cracolância e pelas ruas de SP em busca de alternativas para cuidar dos vulneráveis, com especial atenção àqueles com histórico de uso nocivo de álcool e outras drogas.
Nunca mais se apartou de nós e deu toda a atenção possível nos momentos mais difíceis.
Nesses 9 anos de jornada em torno da FPA pudemos constatar a grandeza do seu coração e a humildade ímpar revelada nas suas atitudes, gestos e ações. Jamais fez qualquer menção entre nós, por qualquer forma de comunicação, à sua posição no TJ.
Uma trajetória de estudo, trabalho, dedicação às causas representativas dos maiores valores éticos, um exemplo incomparável.
Sinto-me órfã.
Soube da sua enfermidade pela Micaela, que entrou em contato para colher a sua assinatura, depois falei com a Cristina, sua esposa. O clima na família era de esperança. Descobriu um câncer de pulmão, com metástase avançada. Felizmente, não sofreu por muito tempo.
Que minha gratidão imensa o alcance nesta transição; que possa compreender o quanto foi útil à nossa causa e que isso lhe proporcione paz.
Declaro luto oficial de três dias na Fundação Porta Aberta, transmitindo à família e aos amigos, nossos profundos sentimentos, com votos de conforto e paz neste momento tão difícil.
Imensamente agradecidos ao criador pela oportunidade que tivemos desse convívio.
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